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Vigiando o alheio: Guardas noturnos são presos por assalto 

A figura do guarda noturno chamado nos dias atuais de “papa sereno” ainda é uma realidade em cidades do interior onde moradores se cotizam e pagam uma determinada quantia para ter seus imóveis vigiado durante a noite.
Estes guardas não podem utilizar armas e no máximo o velho cassetete e um agasalho para enfrentar as intempéries das noites nas ruas das cidades. No município de Curralinho, na ilha do Marajó, ninguém sabe o que deu na cabeça dos “papas sereno” Ivaldo Oliveira de Castro, de 21 anos, e Lucas Pinheiro Vasconcelos, de 29 anos, que durante o serviço resolveram assaltar dois ribeirinhos.
As informações constam no flagrante apresentado na Polícia Militar pela equipe do cabo Vinente, soldados Kelven e Vila Real do 82º Pelotão Policial Destacado de Curralinho vinculado do 9º Batalhão de Breves que apresentou a dupla na Polícia Civil.
Dois ribeirinhos moradores da ilha Tucupi e Furo Laranjal no município de São Sebastião da Boa Vista se deslocaram a Curralinho e ao descer da pequena embarcação relataram ter sido abordados, em via pública, por dois “seguranças noturnos”, que estavam em uma motocicleta Honda Bros Preta.
As vítimas informaram que os “papas sereno” teriam sacado uma arma do tipo pistola na abordagem e realizaram uma revista nas vítimas. Durante a revista um deles subtraiu a quantia de R$450,00 de uma das vítimas e em seguida empreenderam fuga.Leia também:Mulher é morta a facadas pelo marido em AnanindeuaBelém: homem é executado a tiros ao sair de bar na Pratinha
De posse das informações e características prestadas pelas vítimas, a guarnição fez buscas pela cidade, logrando êxito ao avistar os dois suspeitos na rua Marambaia, bairro Cafezal.
No momento em que a guarnição do 82º PPD fez a abordagem e busca pessoal, foi encontrada com os mesmos a quantia de R$ 255,00, um aparelho celular e um simulacro do tipo pistola.
Interrogados, os “papas sereno” assumiram ter cometido a prática delituosa e foram conduzidos juntamente com o material apreendido e as vítimas para a delegacia de Polícia Civil de Curralinho, para os procedimentos que o delegado julgar necessário.

Fonte: Diário do Pará 

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