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Novo presidente do Basa quer fazer ‘revolução tecnológica’

Um ano após alcançar recorde histórico de R$ 1,2 bi de lucro, o Banco da Amazônia (Basa) apresentou Luiz Cláudio Moreira Lessa como novo presidente da instituição. Lessa tomou posse do cargo na segunda-feira (12) e concedeu sua primeira entrevista como presidente esta quarta-feira (14). Há apenas três dias no cargo, Luiz evitou detalhar planos, mas destacou a urgência em fazer uma “revolução tecnológica” para modernizar a estrutura atual e aumentar a relevância social do banco, resolvendo problemas logísticos que são considerados entraves para o aumento de eficiência do Basa nos 451 municípios que compõem a Amazônia brasileira.

Indicado ao cargo pelo governo federal, Luiz Cláudio, de 55 anos, é considerado um profissional com ampla experiência no setor financeiro público e privado. Em 39 anos de carreira, ocupou posições estratégicas em empresas no Brasil e no exterior. Exerceu diversos cargos estratégicos no Banco do Brasil, entre os quais a vice-presidência de Varejo e Canais em Miami (EUA). No setor privado, exerceu o cargo de gerente de investimentos da PREVI e na BRASILSEG.

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“Precisamos modernizar o Basa e sabemos das exigências em termos tecnológicos e de eficiência operacional. Eu chego com um plano, mas esse plano precisa ser uma construção coletiva, não pode ser apenas da minha cabeça, precisa perpassar por todo o corpo da empresa. Ainda não sabemos quanto vamos investir em tecnologia, porque precisamos conhecer quais são os processos manuais que podem ser automatizados, preciso saber quais são os entraves para digitização que vão culminar numa necessidade de investimento em tecnologia, são muitos detalhes para serem discutidos e definidos”, disse.

Serviços e taxas mais baixas

A nova presidência do Basa apostará no projeto Basa Digital para facilitar o processo de digitização do banco. Lançado no ano passado como um piloto, o projeto recebeu três prêmios de nível nacional e é considerado fundamental para o desenvolvimento da instituição. Com a digitização, Luiz Lessa espera reduzir o chamado “custo de servir”, oferecendo tarifas e créditos mais baratos e aproximando o banco de todas as camadas da sociedade, inclusive dos povos originários.

“Precisamos avançar bastante pra que a gente possa digitizar os nossos processos. Uma vez feito isso, vamos fazer o link com a nossa relevância social. Sabemos que a região amazônica tem uma dimensão continental e temos muitos problemas de logística para chegar até a ponta. Então nossa meta com a digitização é facilitar o processo de distribuição de microcrédito, sem papel, tudo feito digitalmente já na ponta. Com essa digitização, a gente consegue reduzir o custo de servir, e reduzindo isso conseguimos custos de tarifas e créditos mais baratos”, disse o novo presidente.

FNO

O Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) obteve um crescimento de 18,6% em 2022, fechando o ano com R$ 47 bi em caixa. Para este ano, o fundo oferecerá R$ 10,7 bi, dividido entre programas voltados para agricultores familiares, empresas de todos os portes e setores, para o agronegócio empresarial, microempreendedores, empreendimentos de infraestrutura e financiamento estudantil. Para o estado do Pará, o valor disponível é de R$ 2,7 bilhões, sendo o maior volume da região.

A maior parte dos recursos no ano passado, R$ 8,3 bi, foi disponibilizada para os chamados programas verdes, projetos com foco na sutentabilidade e preservação da floresta amazônica. Com o anúncio de Belém como sede da 30ª Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas (COP 30), a expectativa do banco é manter o ritmo. Uma das apostas é o programa ‘Amazônia Florescer’, criado para levar oferta de crédito para os povos indígenas e mulheres da Amazônia.

“Não é só no Brasil, o momento da economia mundial é de transformação, de busca por novas formas de desenvolvimento. E a Amazônia tem um papel de protagonista desse processo. Então, é importante que possamos investir e apoiar grandes projetos, ao mesmo tempo em que também consigamos chegar onde nunca chegamos, oferecendo crédito com a menor taxa do mercado para toda população que precise, e quando falamos nessa gente, automaticamente se fala dos povos originários e das mulheres, que podem e devem contribuir ainda mais com esse processo”, disse Luiz.

Fonte: OLiberal.com 

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