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‘Neoindustrialização’, de Lula e Alckmin, é ‘assertivo’, diz liderança da Fiepa

O recado do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin foi bem recebido por importante liderança do setor industrial paraense. Alex Carvalho, atual vice-presidente e futuro presidente da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), disse que o artigo intitulado “Neoindustrialização” “foi muito assertivo, uma voz do governo federal que vem buscar uma nova indústria com conceitos modernos em sintonia com os desejos que o mundo nos vê e apta para as realidades que o Brasil tem”.

Alex Carvalho defendeu a “reindustrialização” como um importante caminho para o desenvolvimento do país. “As grandes divergências que nós temos são com narrativas que, por trás delas, vêm com a vitrine da preservação ambiental, mas há grandes suspeitas de há outros interesses por detrás”, disse.

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A Fiepa defende o projeto da Petrobrás na Foz do Amazonas. “Por defendermos o desenvolvimento sustentável é que nós estamos defendendo a exploração do petróleo na Margem Equatorial. A Petrobrás está pleiteando no Ibama o direito de estudar se há reserva suficiente e se será viável a exploração. Nós temos uma discussão futura sobre os impactos de uma possível exploração, o que não aceitamos de forma alguma é que nos cerceiem o direito de sonhar com o estudo que possa trazer o sonho da transformação da sociedade paraense, a exemplo do que ocorreu com os municípios do Rio de Janeiro quando a exploração do Petróleo se tornou uma realidade”, comparou.  “Quem quiser que o estado do Pará permaneça com a pecha de estado rico, mas sociedade pobre, que continue purgando e inibindo o desenvolvimento sustentável do nosso estado”.

Vanessa Pìnsky (Ivan Duarte/ O Liberal)

Já a pesquisadora e consultora especializada em sustentabilidade, Vanessa Pinsky, que pesquisa a governança da bioeconomia no estado do Amazonas em seu pós-doutorado, avaliou que o artigo de Lula e Alckmin traz uma visão de construção de futuro. “Eles se posicionam não como perspectiva de plano de governo, mas de uma agenda de construção de uma política de Estado que olha para a industrialização no país como uma questão de desenvolvimento socioeconômico, que olha para questões de impacto ambiental, mas, principalmente, olha para o bem-estar e a geração de emprego e renda (emprego qualificado), que insere no contexto de ciência, tecnologia e inovação e em como a gerente consegue transformar isso em um ecossistema que possa colocar o Brasil na retomada de uma indústria competitiva e autossuficiente”.

A estudiosa destaca que a “visão integradora” do presidente e do vice do Brasil evidencia que é necessário trabalhar a indústria de forma colaborativa junto às agências de pesquisa e universidades para fomentar as inovações necessárias e capacitar e formar mão de obra qualificada a fim de promover um “ecossistema virtuoso” capaz de lidar com questões de competitividade e dos problemas socioeconômicos existentes no país.

Fonte: OLiberal.com 

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