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Lançamento do livro ‘Ponte Para o Futuro’ é marcado por relatos de ‘gratidão’ de ex-alunos

O quanto a educação pode ser transformadora na vida de jovens e adultos em situação de vulnerabilidade econômica?  A resposta não é apenas “uma”, e sim, várias. No livro “Ponte Para o Futuro”, que reúne mais de 30 relatos e experiências de ex-alunos e professores da Escola de Comunicação Papa Francisco, ao longo de 82 páginas, elas podem ser vistas por meio das palavras “gratidão”, “oportunidade” e “humanização”. 

E, se aquilo que é bom precisa ser compartilhado, o Grupo Liberal abriu as portas da sede do jornal e possibilitou o lançamento do exemplar, na manhã deste domingo (18), na Avenida Romulo Maiorana, em Belém.  Ex-alunos e professores vieram prestigiar o evento, mostrando a importância que o curso teve em suas vidas e onde estão hoje em dia ao terem tido oportunidades no passado de profissionalização. No dia os livros foram entregues, mas a partir da próxima semana poderão ser encontrados dentro da escola e vendidos por um valor simbólico.

Relatos e experiências de ex-alunos e professores da Escola de Comunicação Papa Francisco permeiam o livro “Ponte Para o Futuro” (Ivan Duarte / O Liberal)

A radialista Emília Jacob foi aluna do projeto dez anos atrás. Hoje, ela trabalha em uma emissora no bairro de Nazaré, e fala como a participação influenciou para que comunicadora não apenas conhecesse mais da profissão, como pudesse estagiar no passado no veículo onde labuta. 

A radialista Emília Jacob (Ivan Duarte / O Liberal)

“Foi uma mudança de chave na minha vida, onde eu sonhava em ser odontóloga, mas o curso me mostrou a ponte para  o futuro. Eu me identifiquei no curso de jornalismo e nove anos depois virei uma profissional graças a essa oportunidade de educação. É um meio muito transformador”, declarou Emília.  

O diretor de conteúdo do Grupo Liberal, Felipe Melo, também teve a vida transformada ao participar da turma de 2001.  Segundo Melo, a escola teve grande importância na sua formação humana e profissional. 

“Costumo dizer que me deu norte como ser humano. As relações que a gente construiu por meio da comunicação nos fez expandir nossos horizontes. Eu procuro ser repórter por essência, mas o hábito de ouvir histórias, acolher vidas, e poder fazer aquilo como aprendizado para mim mesmo, trouxe de lá”, acrescentou. 

Escola como agente de transformação

As vagas dos cursos oferecidos na Escola de Comunicação Papa Francisco são destinadas aos jovens que estudaram o ensino médio em escolas públicas ou bolsistas, que não tiveram condições de ingressar em uma faculdade. O espaço entre, então, como uma nova oportunidade para esse público.

Ao ver tudo isso na prática há tantos anos dando certo, o jornalista e professor da escola, Thalles Puget, se emociona ao falar como se sente feliz por poder contribuir na formação de tantos meninos e meninas, que entram sonhando por dias melhores. 

“É muito bacana saber que a escola de alguma forma tem contribuindo para que as pessoas tenham oportunidade, que a escola ajudou a encontrar esse caminho. Usar a comunicação como ferramenta de educação é muito importante, e quando se utiliza para o bem, é melhor ainda”, disse Thalles, acrescentando que muitos encontram no espaço uma fonte de renda ou um ofício. 

Em seu relato no livro, Puget disse que buscou mostrar como não queria “passar por essa vida terrena de uma forma vazia”, e que sempre buscou repassar o conhecimento da maneira que podia aos alunos.

“Se a gente compartilhar nossos aprendizados, outras pessoas  conseguem continuar. Isso não vai me fazer ficar sem emprego, eu vou multiplicar [conhecimento]. E é isso que  a gente quer, que outras pessoas se enxerguem e possam fazer parte disso”, concluiu.

Livro eternizou sentimento dos ex-alunos

O padre Claudio Pighin, diretor da escola e presidente da Organização Não-Governamental Missão Friuli Amazônia, contou que o livro nasceu da vontade de ex-alunos de compartilharem suas experiências dentro da escola, propagando uma “onda” de sentimentos bons, fazendo com que outros que virão também sintam-se contagiados a querer participar.

Padre Claudio Pighin, diretor da escola e presidente da Organização Não-Governamental Missão Friuli Amazônia (Ivan Duarte / O Liberal)

“O livro quer dar um testemunho de quanto a importância da escola de comunicação Papa Francisco para os jovens que não tem condições de estudar em escola superior. O nosso curso é gratuito. O livro é algo que fica na memória e demonstra toda essa caminhada, esse trabalhado em favorecer a juventude menos favorecida”, disse o padre, acrescentando que seu sonho sempre foi tornar os jovens protagonistas da sociedade.

 

Fonte: OLiberal.com 

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