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Indígena suspeito de invadir área de exploração de dendê é preso por tentativa de homicídio no Pará

Edvaldo Santos de Souza, conhecido como Edvaldo Tembé, foi preso pela Polícia Civil de Tomé-Açu, nordeste paraense, por tentativa de homicídio praticada contra um homem, identificado como Ismael de Paiva Lameira, o Maeco. A prisão ocorreu no último domingo (28).

De acordo com informações divulgadas pela Brasil BioFuels (BBF), Edvaldo Tembé “se autodeclara indígena e é responsável por dezenas de invasões de fazendas da empresa”. O crime ocorreu contra “outro invasor que atua no roubo de frutos de dendê na região”, diz a empresa. Ao se revoltar com a prisão de Edvaldo, Roberto dos Santos Souza, irmão do suspeito, também acabou detido.

Conforme a BBF, “Maeco” foi baleado no abdômen e transferido para um hospital do município de Quatro Bocas. A tentativa de homicídio teria sido motivada por desentendimentos relacionados às invasões registradas em áreas de fazendas de dendê próximas à Vila do Socorro, onde encontra-se a Fazenda Campos Belo, de propriedade da empresa BBF.

Ainda segundo a empresa, Maeco teria discutido com Edvaldo para proteger um homem identificado como Hélio Pontes da Silva, o qual registrou que vinha sofrendo ameaças por parte do atirador para abandonar as áreas invadidas, pois estaria atrapalhando os seus “negócios”.

“Tanto Edvaldo quanto Maeco possuem diversos registros de ocorrência pela prática de invasões de fazendas, roubo, furtos, ameaças, extorsão e agressão de trabalhadores. Dentre os mais recentes, Edvaldo Tembé foi acusado de invadir o Polo Tomé-Açu bem como acusado de praticar crimes de extorsão contra a empresa BBF”, denuncia a empresa de exploração de dendê.

Segundo a BBF, após a prisão de Edvaldo, o líder indígena Paratê Tembé aparece em vídeos que circulam nas redes sociais, discutindo com aliados de Evaldo sobre quem ficará com as áreas de dendê que foram invadidas. Para a BBF, a intenção de Paratê Tembé é “tomar a área já invadida por Edvaldo Tembé e seus comparsas, aumentando assim a quantidade de terras invadidas sob seu domínio”.

A reportagem de O Liberal entrou em contato com representantes dos indígenas para que se manifestem sobre o caso e aguarda retorno.

Fonte: OLiberal.com 

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