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Ibama apreende mais de mil metros cúbicos de madeira extraída ilegalmente de terra indígena no Pará

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em conjunto com a Polícia Federal (PF), ambas superintendência do Pará, apreenderam 1.941 metros cúbicos em toras, toretes e madeira serrada, cuja origem seria a Terra Indigena Sarauá. O volume corresponde à carga total de 44 caminhões. A ação fez parte da Operação Rieli, deflagrada no último dia 6 de junho, no município de Ipixuna, nordeste do Estado. Quatro empresas madeireiras foram fiscalizadas até o momento. Seis autuações somam o valor de R$ 1.770.991,21 em multas decorrentes do depósito de madeira ilegal existente no pátio dos empreendimentos.

As empresas também foram autuadas por declarar informações falsas em sistema oficial de controle do Estado do Pará, o Sisflora. Foi constatado que as serrarias detinham 19.240 metros cúbicos em créditos de madeira repassados irregularmente por detentores de autorizações de supressão de vegetação e de projetos de manejos florestais, sem que houvesse fisicamente o volume correspondente nos pátios das serrarias.

Nesse tipo de crime ambiental, os infratores tentam utilizar créditos fraudulentos adquiridos e mantidos em suas pastas para dar ar de legalidade e acobertar madeiras extraídas ilegalmente – neste caso, oriundas do interior da Terra Indigena.

Análises de imagens de satélite pelo Ibama, mostraram que uma área de 520 hectares foi explorada para extração de madeira no interior da Terra Indigena nos últimos dois anos. O Ibama procederá a retirada de toda a madeira ilegal existente nas serrarias. A madeira será doada para as prefeituras da região, para uso em projetos de reformas de pontes, construções e reformas de escolas e outras benfeitorias nos municípios beneficiados pela doação. A operação do Ibama deverá continuar até o final de junho, com o apoio da Polícia Rodoviária Federal e da Força Nacional.

Operação Rieli

A operação homenageia o indigenista Rieli Franciscato (Funai), morto em missão em Rondônia, aos 57 anos, e com mais de 30 anos dedicados à proteção de povos isolados.

Análises preliminares do Ibama, através de imagens de satélite e de dados em sistemas oficiais de controle da atividade, além de investigações da Policia Federal, indicaram que serrarias do Distrito de Canãa, em Ipixuna do Pará, recebiam madeira ilegal extraída da Terra Indigena Sarauá, à 25 km de distância do distrito, em linha reta.

A operação do Ibama cumpriu uma decisão da Justiça Federal de Paragominas, que determinou, em tutela de urgência, ações fiscalizatórias e medidas efetivas para autuar e combater responsáveis por infrações ambientais cometidas na Terra Indígena Sarauá.

Fonte: OLiberal.com 

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