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Carro movido a leite? Entenda a alternativa de combustível

A descarbonização dos veículos é um tema de extrema
importância nos dias atuais, especialmente diante dos desafios
impostos pelas mudanças climáticas e pela busca por soluções sustentáveis. A
emissão de gases de efeito estufa provenientes do setor de transporte tem
contribuído significativamente para o aquecimento global e seus efeitos
negativos no meio ambiente.Você sabia que um subproduto do leite, pouco
utilizado, pode virar mais uma solução para a descarbonização dos veículos no
futuro? Pois é, recentemente, a MMPA (Michigan Milk Producers Association) em
parceria com uma destilaria do Canadá, anunciou que desenvolveu etanol para dar
vazão às 14 mil toneladas de permeado de leite produzidos anualmenteLeia também:Programa desconto em carros é atualizado e inclui Honda CityCarros mais baratos? veja as marcas que aderiram ao programa
Entenda
A destilaria é a Dairy Distillery, de
Ontario, que já fabrica uma vodca feita à base de leite, a Vodkow.
O permeado de leite é rico em lactose, que é
um tipo de açúcar. Como todas as outras formas de açúcar, ele pode ser usado
para alimentar a levedura para produzir etanol.
Para isso, as empresas vão investir na
construção de uma fábrica no valor de US$ 41 milhões, com US$ 2,5 milhões vindo
do estado de Michigan, com previsão de inauguração em 2025.
A fábrica visa processar seu permeado de
leite em 2,2 milhões de galões de etanol. É o equivalente a pouco mais de 83
milhões de litros. O uso do etanol do leite deve compensar 14,5
mil toneladas de carbono por ano.
Em artigo publicado no site da MMPA, o CEO da
Dairy Distillery Omid McDonald disse que a transformação do permeado de leite
em etanol era comum durante a crise do petróleo na década de 1970, mas o
produto caiu em desuso
De acordo com o McDonald, o etanol de milho
produzido hoje nos EUA pode ser mais prejudicial ao meio ambiente do que os
combustíveis fósseis.
Segundo Omid McDonald, CEO da Dairy DistillerEssas, essas usinas foram desativadas após o fim da
crise do petróleo, pois não podiam competir com o etanol de milho de alto
volume. ‘Com foco na redução de carbono, achei que valia a pena revisitar o
etanol combustível permeado” disse.

Fonte: Diário do Pará 

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